Estudantes de Medicina no Estrangeiro Discordam de Exame à Ordem para Alunos da UE


A Associação Nacional de Estudantes de Medicina no Estrangeiro discorda da aplicação do exame de acesso à Ordem dos Médicos aos alunos das faculdades da União Europeia, abrangidos pelo Plano de Bolonha, avança a agência Lusa.

 


A Ordem dos Médicos está a estudar a introdução de um exame de acesso à ordem, justificando que é a única forma de se poder responsabilizar pela qualidade de profissionais que aprendam por metodologias diferentes ou venham do estrangeiro.

 


Em declarações à Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, explicou que este exame ainda está no “campo das hipóteses”, mas que no prazo máximo de dois anos a decisão será tomada.

 


Em causa estão os actuais cursos de medicina, decorrentes da introdução do método de Bolonha, com metodologias diferentes e número de anos diferentes.

 


“Queremos garantir que os médicos têm qualidade. Não é suspeição em relação a ninguém, mas acredita-se que por um médico estar inscrito na OM tem qualidade. A verdade é que nós somos obrigados a aceitar todos os licenciados, por isso a ordem não pode garantir que todos têm qualidade”, afirmou.

 


Hoje a Associação Nacional de Estudantes de Medicina no Estrangeiro (ANEME) disse considerar o exame justo para salvaguardar a qualidade dos profissionais inscritos desde que não seja aplicado aos alunos das faculdades da União Europeia, abrangidos pelo Plano de Bolonha.

 


Segundo a associação, “o ensino médico respeita as normas estabelecidas por este espaço comum e não apresenta discrepâncias quanto ao número de anos nem relativamente à matéria leccionada”.

 


 

Fonte:RCM Pharma

 

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