Médicos Residentes têm Reajuste de 24%


O Diário Oficial da União publicou lei que aumenta o valor da bolsa-auxílio de médicos-residentes em todo país, de R$ 1.916,45 para R$ 2.384,82. A nova lei também concede aos residentes, direito de contribuir com a Previdência Social pela modalidade contribuinte individual e permite que a categoria tenha uma data-base anual. Uberaba conta hoje com cerca de 170 médicos residentes, sendo 160 dos 28 programas de residência do Hospital de Clínicas da UFTM e aproximadamente outros 10 do Hospital Universitário da Uniube.

 

Segundo o presidente da Associação de Médicos Residentes de Uberaba (AMERU), Maxwell Delane Benze, a lei vem apenas garantir direitos conquistados através de paralisações e medidas provisórias. Apesar de reclamar dos baixos valores pagos aos residentes, cerca de 20% menos que o salário de um médico em início de carreira, a classe reconhece os avanços da lei.

 

O médico residente destaca que a lei é fruto de um movimento grevista dos residentes que durou 40 dias, entre agosto e setembro do ano passado que aconteceu em todo o país, inclusive em Uberaba. Ainda de acordo com o presidente da associação, todas estas medidas já estavam valendo desde janeiro de 2011. “Pela lei anterior contribuíamos para a Previdência, mas pagávamos Imposto de Renda, o que mudou é que agora não vamos mais ter que fazer a contribuição obrigatória do imposto sobre a bolsa. A questão do auxílio moradia já existia na lei anterior, mas foi um benefício retirado pela medida provisória que passou a vigorar em janeiro e que o texto novo da lei voltou a ser garantido, então não foi uma conquista nova”, explica.

 

Assim, Maxwell Delane esclarece que residentes passam a aproveitar direitos como licenças paternidade de cinco dias e maternidade de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60, e poderão contribuir com conselhos classistas. Além da moradia, instituições de saúde também deverão assegurar aos bolsistas, alimentação e condições adequadas de higiene e descanso. Benefícios que pela nova lei também vale para residentes de outras profissões ligadas à saúde, como enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

 

Novas reivindicações. Outro ponto importante reivindicado pela paralisação do ano passado era a comunicação. “Falta agora o governo garantir um canal de comunicação. O que estamos tentando é conseguir realizar reuniões periódicas. Outra questão que envolve especialmente os formandos em medicina é que o governo está querendo oferecer 20% de bonificação na prova de residência para os médicos que escolherem instituições no interior, onde existe carência médica. Isso todo mundo é contra, porque a concorrência torna-se desleal para aqueles que não desejam ir”, esclarece o presidente da AMERU.

 

 

 

 

Fonte: JM Online

 

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