Médicos de Todo Brasil Protestam Contra Remuneração dos Planos de Saúde
Eles alegam que as empresas interferem indevidamente no trabalho deles, não pagam certos procedimentos e fazem pressão para que eles não peçam exames sofisticados, que custam mais caro.
Médicos de todo o país protestaram nesta quinta-feira (07) contra a remuneração dos planos de saúde.
Em vez de ser no consultório, nesta quinta, o expediente de muitos médicos conveniados a planos de saúde foi na rua. O protesto ocorreu em todas as regiões do país. Em São Paulo, os médicos fizeram uma passeata no centro da cidade.
Os médicos alegam que as empresas de planos de saúde interferem indevidamente no trabalho deles e citam como exemplo o cancelamento de consultas, o não pagamento de certos procedimentos e a pressão para que os médicos não peçam exames sofisticados, que custam mais caro.
Os médicos também reclamam dos valores que recebem das operadoras e dizem que não há critérios para reajustes. De acordo com a Federação Nacional dos Médicos, eles recebem por consulta R$ 39,65 em média. Para fazer um eletrocardiograma, R$ 16,20. E para imobilizar uma perna ou um braço, R$ 8,05.
“Está muito difícil, ao longo dos últimos dez anos, as empresas não repassaram aos médicos os reajustes que eles aplicaram às mensalidades de seus beneficiários”, diz o diretor da Associação Médica Brasileira, Florisval Meinão.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regula os planos de saúde, mostram que em seis anos o faturamento anual das operadoras cresceu 129%, enquanto o valor médio das consultas subiu 44%.
A Fenasaúde, que reúne as 15 maiores seguradoras de saúde do país, preferiu se manifestar por uma nota. A federação informou que o reajuste da remuneração entre 2002 e 2010 foi acima da inflação.
Em casos de problemas no atendimento, o Procon aconselha: “Ele deve procurar, em primeiro lugar, a operadora para que ela dê uma solução para aquela situação, caso, e não conseguindo em um órgão de defesa do consumidor ou a própria ANS”, diz o diretor executivo do Procon, Paulo Góes.
A ANS declarou que busca um entendimento entre operadoras e prestadores de serviços de saúde.
Reivindicações
“O que nos levou a essa mobilização é que o amor e o respeito que temos pelos nossos pacientes estão sendo diretamente prejudicados quando somos impedidos de solicitar certos procedimentos diagnósticos e medidas terapêuticas por questões de custos. A população está vulnerável”, disse Cid Carvalhaes, presidente da Fenam.
O movimento de mobilização do dia 7 de abril reivindicou os seguintes pontos:
- Reajustes dos honorários médicos, tendo como balizador os valores da CBHPM 2010
- Regularização dos contratos conforme a Resolução ANS Nº 71/2004.
- Aprovação de projeto de lei que contemple a relação entre médicos e planos de saúde.
Antes do ato, as entidades médicas encaminharam cartas à população, aos médicos e às entidades. Acesse os links abaixo para ter acesso aos documentos.
Fonte: AMB/ G1
VOLTAR

PARTICIPE DE NOSSAS REDES