Residência Médica e Educação Continuada são Discutidas por Conselheiros do Cremesp e Cerri


 

As questões mais candentes que afetam a classe médica foram abordadas por Conselheiros do Cremesp durante reunião com o secretário de Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, na sede da entidade, no dia 11 de janeiro. Discutiram desde a educação médica continuada e qualificação profissional, até más condições no trabalho médico.

 

Entre as abordagens, foram destacadas as questões do financiamento da saúde, da integração e aperfeiçoamento do controle das gestões pública e privada da saúde por meios das organizações sociais, a qualidade do atendimento na ponta do sistema por médicos sem preparo adequado, sem perspectivas na carreira e sem condições de trabalho e remuneração adequadas.

 

“Um dos grandes problemas que enfrentamos é a formação médica. O Cremesp promove um programa de educação médica. Se não tiver o setor médico envolvido e motivado, fica difícil melhorar o sistema”, disse o conselheiro e coordenador do Exame do Cremesp, Bráulio Luna Filho.

 

Bráulio ressaltou a importância de atrair a universidade para essa discussão. Como ponto de partida, sugeriu conquistar o médico para uma atuação mais positiva em sua profissão, oferecendo premiações para aqueles que aderirem a um programa de reciclagem profissional.

 

>> Qualificação

 

Já o vice-corregedor do Cremesp, Clovis Constantino, acredita que as maiores vítimas do sistema de saúde, além do próprio paciente, é o médico. “Temos a responsabilidade final, com pouca possibilidade de atualização para melhorar nossa qualificação”, declarou. Para ele, o grande foco da questão da saúde são os serviços de emergência e os médicos que nele atuam, pois não recebem treinamento e não têm as mínimas condições de trabalho.

 

Constantino sugeriu que os médicos sejam incentivados a fazerem programas de atualização, principalmente de serviços de urgência e emergência. “Existem inúmeros programas credenciados internacionalmente”, disse.

 

A questão da educação médica continuada foi abordada ainda pelos conselheiros José Henrique Andrade Vila e Henrique Salvador, que propôs que seja feita uma parceria com a Secretaria de Estado da Saúde para oferecer programas de educação médica continuada, a exemplo do que o Conselho já oferece há alguns anos. “Os médicos que atuam na porta de entrada do SUS, no PSF, precisam ainda mais”, destacou.

 

>> Importância da Residência Médica

 

O secretário manifestou grande preocupação com a qualificação profissional dos médicos mal formados, sem acesso à Residência Médica. “Esse problema tem de ser resolvido. A residência é parte integrante da formação do médico. Se formamos 100 clínicos, precisamos ter 100 vagas de Residência. É a única forma de conseguir qualificação mais adequada”, declarou.

 

Ele ressaltou que essa é uma questão que necessita ser resolvida em curto prazo, pois com o aumento de escolas, menos médicos cursam residência. “O grande financiador de bolsa de residência é o Estado, por meio dos hospitais. A residência em escolas médicas privadas a residência deveria ser obrigatória para 80% dos alunos”, disse.

 

 

Fonte: CREMESP

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