Dia Mundial de Luta contra a AIDS - A aids não tem preconceito. Você também não deve ter


Em 1987, a Assembléia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), definiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, para reforçar a solidariedade em relação às pessoas infectadas pelo HIV. Em 2010, a comunidade global está enfocando a atenção à proteção dos direitos humanos de todas as pessoas afetadas pela AIDS.

 

Portadores da AIDS também têm o direito de acessar serviços sociais cruciais, como educação, emprego, alojamento, segurança social, e até asilo, em alguns casos. Uma grande variedade de países ordenou a legislação para prevenir a discriminação contra portadores do vírus, porém, a falta de conscientização e solidariedade ainda ocorre.

 

>>> NO BRASIL

 Os novos números da aids no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença.


Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos – 1999 a 2009 – a taxa de incidência no Sudeste caiu (de 24,9 para 20,4 casos por 100 mil habitantes). Nas outras regiões, cresceu: 22,6 para 32,4 no Sul; 11,6 para 18,0 no Centro-Oeste; 6,4 para 13,9 no Nordeste e 6,7 para 20,1 no Norte. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (58%).

 

O presidente Lula destacou o reconhecimento feito pela Organização das Nações Unidas pelo trabalho do Brasil na luta contra a aids. “Precisamos quebrar as barreiras que impedem milhões de pessoas de terem acesso aos medicamentos”, disse, destacando o trabalho do Brasil na África, com a construção de uma fábrica de antiretrovirais em Moçambique, que irá transferir tecnologia para a produção de medicamentos àquela população.

 

Para Temporão, os expressivos avanços do Brasil na luta contra a aids só é possível graças à existência de um sistema universal de saúde no Brasil. “Aqui temos o SUS, através do qual conseguimos garantir o tratamento universal e igualitário a todos os portadores de HIV/Aids no país”, observou.

 

>>> BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Resultado do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º de dezembro) pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos. Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

 

O Ministério da Saúde, além de diversas ações, também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/aids – que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou: de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou – de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008.

 

>>> CAMPANHA 2010
“A aids não tem preconceito. Você também não deve ter”. Veja a campanha completa da luta contra a AIDS de 2010 em:

 

www.todoscontraopreconceito.com.br


Fonte: Ministério da Saúde

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