Escoceses realizam o primeiro teste com células-tronco em vítimas de AVC
Médicos escoceses, da empresa britânica de biotecnologia ReNeuron, realizaram teste clínico pioneiro num paciente para avaliar a possibilidade de a terapia com células-tronco ajudar no tratamento de vítimas de derrame.
Sendo o primeiro no mundo a empregar a terapia de células-tronco neurais em pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), especialistas no assunto manifestaram “otimismo cauteloso”.
De acordo com Keith Muir, do Instituto de Neurociência e Pscicologia, da Universidade de Glasgow, o primeiro paciente da experimentação passou por um procedimento cirúrgico bem sucedido e já recebeu alta do hospital.
O procedimento envolve a injeção de células-tronco neurais da ReNeuron no cérebro dos pacientes, na esperança de que elas reparem as áreas do cérebro lesionadas pelo AVC, com isso melhorando as funções mentais e físicas dos pacientes.
Diferente dos testes clínicos realizados pela empresa americana Geron com pacientes com lesões na medula espinhal, iniciados em outubro, o estudo escocês emprega células-tronco obtidas de fetos humanos, e não de embriões. As células-tronco fetais não possuem a mesma flexibilidade que as embrionárias para se converterem em tipos diferentes de tecido.
As ações da ReNeuron, que teve seu teste aprovado pelos organismos regulatórios em janeiro e esperava inicialmente iniciá-lo no segundo trimestre de 2010, tiveram alta de 18,4 pela manhã.
Segundo os cientistas que comentaram a notícia do teste, é importante evitar suscitar expectativas de curas milagrosas para milhares de pacientes num futuro próximo.
“O teste atual exigirá provas extensas para avaliar eficácia e segurança”, afirma Darren Griffin, professor de genética na universidade britânica de Kent, não participante do estudo. “Mesmo assim, há razões para otimismo cauteloso.”
No total, 12 pacientes receberão a terapia celular ReN001 da ReNeuron entre seis e 24 meses depois de sofrerem um AVC isquêmico – provocado por um bloqueio do fluxo sanguíneo no cérebro – , e seu progresso será acompanhado por dois anos no teste clínico.
Fonte: www.estadao.com.br
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