Greve dos residentes é mantida após governo negar contraproposta


Na tentativa de conseguir um novo acordo, o núcleo da Comissão Nacional de Greve entregou uma contraproposta ao MEC, porém os benefícios não foram cedidos.

 

Com o pedido de reajuste de 28,7% imediato e mais 10% em setembro de 2011, a categoria já indicava o encerramento da greve. Mas com a proposta congelada pelo governo, a paralisação nacional de médicos residentes promete continuar até que seja oferecida uma proposta que valha. A decisão foi tomada por todas as Assembléias Estaduais realizadas na última sexta-feira em todo país.

 

“Os residentes foram extremamente maleáveis, oferecendo contraproposta e dispondo-se a dialogar, mas esbarraram na intransigência governamental”, disseram os representantes da Comissão Nacional de Greve. “Não voltaremos às atividades sem melhoria da proposta e abertura de mesa para discutir os demais pontos da pauta de reivindicação.”

 

O direito a licença-paternidade de cinco dias e a ampliação do período de licença maternidade de quatro para seis meses, ainda estão sendo mantidas pelo grupo. As entidades médicas nacionais (Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Federação Nacional dos Médicos) participarão mais ativamente na negociação direta com a área federal.

 

“Tendo em vista que nós mostramos que estamos abertos a diálogos, achamos que essa posição é uma forma de intransigência. Vou consultar os representantes dos estados, mas em princípio, a greve está mantida”, declarou Nívio Moreira Júnior, presidente da ANMR, criticando a atitude do governo.

 

Sobre as demais reivindicações da categoria, foram solicitados ao grupo de trabalho interministerial que as mesmas sejam debatidas. São elas: 13ª bolsa, reajuste anual, pagamento de auxílio alimentação, auxílio moradia e licença maternidade.

 

 


Fonte: ANMR e Saúde Business

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