Célula segura traz Movimentos a Roedor Paraplégico


Paralisados por lesões na medula espinhal, roedores voltam a se movimentar, graças a células adultas reprogramadas para assumir um estado muito versátil, semelhante ao embrionário. No feito, realizado por uma pesquisa japonesa, foi descoberto um esquema que evita que as células saiam do controle.

 

O grupo de autores da pesquisa, que inclui Shinya Yamanaka, pioneiro no estudo das células-tronco iPS (pluripotentes induzidas), vem mostrando que qualquer corpo adulto pode ser forçado a voltar à condição polivalente que há no início do desenvolvimento.

 

Peneira Celular - A identificação das células certas para tratar camundongos paralisados, realizada pelos cientistas:

1. Transformação – O primeiro passo foi transformar células normais dos camundongos em células iPs, capazes de assumir a função de qualquer tecido.
2. Transplante – Algumas dessas células viraram tecido nervoso (como neurônios) e foram transplantadas para o cérebro de outros roedores.
3. Tecido Tumoral – Certas células não formaram tumores, sendo consideradas seguras, enquanto outras viraram tecido tumoral.
4. Lesões – Depois, os dois grupos de células foram transplantados para camundongos paralisados por lesões na medula.
5. Recuperação – As duas ajudaram os bichos a recuperar seus movimentos, mas no grupo que havia formado tumores no cérebro, o efeito benéfico sumiu quando novos cânceres apareceram.

 

 

Conclusão – Os resultados devem ajudar nesse tipo de triagem quando a técnica for testada em seres humanos.

 

Antes do teste nos camundongos paraplégicos, a equipe verificou nas células, possibilidades de formação de tumores em outros bichos. As que não produziram cânceres tiveram sucesso na recuperação da lesão na coluna das cobaias.

 

A pesquisa japonesa mostra que seria possível através de uma amostra de pele de um tetraplégico, “convencer” algumas das células nessa atmosfera a se tornarem pluripotentes e capazes de assumir inclusive a função do tecido nervoso destruído na lesão que causou paralisia.

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

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