NOVAS PERSPECTIVAS PARA O TRATAMENTO DA HEPATITE C
Experimentos in vitro identificaram uma proteína essencial para o ciclo reprodutivo do vírus da hepatite C (HCV), o que levou os pesquisadores a produzirem uma versão sintética desta proteína com potencial de destruir a habilidade reprodutiva do vírus. O estudo entrará em exames pré-clínicos e em animas antes de ser aprovado pelo FDA para que a medicação seja utilizada em seres humanos.
É uma novidade promissora, pois caso o resultado seja eficaz, poderá resultar em um aumento do potencial do tratamento para impedir a evolução das lesões causadas pelo vírus. Atualmente, são utilizados interferon e ribavirina, os quais diminuem a taxa de cronificação da doença.
Sabemos que 80% dos pacientes que adquirem o vírus evoluem para a sua forma crônica e destes, 20% podem desenvolver a cirrose. Do total, cerca de 10% podem acabar com carcinoma hepatocelular.
Ainda, devido à alta frequência de mutações virais em seu material genético, a produção de uma vacina eficaz é de grande dificuldade, sendo que nas atuais perspectivas é mais provável que a vacina contra o HIV seja desenvolvida antes que a vacina contra o HCV. Além disso, não existe indicação de gamaglobulina hiperimune (vacinação passiva) ou mesmo de terapia antiviral em casos de acidente perfurocortante com material contaminante.
Assim, é importante que profissionais da área da saúde estejam atentos à exposição de sangue contaminado, pois esta é a principal fonte de vírus C para sua transmissão.
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