O IMPACTO DA QUIMIOTERAPIA SOBRE FERTILIDADE MASCULINA
O estudo sugere que sejam feitas ações para preservar a fertilidade
Em um estudo prospectivo e longitudinal publicado na urotoday.com foram avaliados parâmetros do sêmem de pacientes com câncer de testículo ou linfoma Hodgkin e comparados com pessoas sem câncer, num total de 43 pessoas avaliadas.
O estudo mostrou que, mesmo antes do início da quimioterapia, os pacientes com qualquer um dos 2 cânceres apresentavam anormalidades no sêmem. Com o início da quimioterapia essas anormalidades pioravam e depois de um ano havia uma reversão do quadro, fazendo com que as amostras fossem indistinguíveis em relacão às do grupo controle, sendo que em 2 anos após a quimioterapia os parâmetros se normalizavam completamente.
No entanto, o estudo avaliou não somente esses parâmetros, como azoospermia, contagem de espermatozoides etc, como avaliou também o DNA presente no esperma. O que o estudo encontrou foi que, embora a espermatogênese voltasse a funcionar, as células tronco responsáveis pela espermatogênese podiam estar danificadas, já que o DNA analisado mostrou-se alterado nos pacientes tratados com quimioterapia.
Assim, homens tratados com quimioterapia podem ter a fertilidade prejudicada. O estudo termina sugerindo que haja, então, ações para o preservamento da fertilidade antes do início do tratamento.
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