SÍFILIS CONGÊNITA AFETA 12 MIL BEBÊS POR ANO NO PAÍS


Em 10 anos, o país registrou 976 mortes em decorrência da sífilis congênita

 

De 1998 a junho de 2009, foram notificados 55.124 casos de sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) em menores de um ano de idade no Brasil. São registrados, em média, 5 mil casos da doença a cada ano, mas a estimativa é de que ocorram 12 mil notificações. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

 

Dos casos registrados em 2008, 39% (2.150) foram no Sudeste, 33,9% (1.872) no Nordeste, 13,4% (739) no Norte, 7,3% (403) no Sul e 6,3% (342) no Centro-Oeste. Em 10 anos, o país registrou 976 mortes em decorrência da sífilis congênita.

 

Para reduzir as taxas de transmissão vertical do HIV e da sífilis, o Ministério da Saúde lançou, em 2007, o Plano Nacional de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis.

 

Durante a gravidez, a sífilis pode provocar aborto e morte do feto. Já sua manifestação congênita acarreta malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos, entre outros, para a criança.

 

O tratamento adequado até o 16º mês de gestação geralmente previne a doença clínica no neonato. O tratamento tardio não costuma prevenir as sequelas tardias da doença na criança.

 

Na criança, assemelha-se à sífilis secundária no adulto, exceto que a lesão pode ser vesiculosa ou bolhosa, raro no adulto.

 

Já que muitos lactentes com sífilis congênita são clinicamente normais ao nascimento, mas não semanas mais tarde, é importante diferenciar se o VDRL positivo é devido a anticorpos maternos ou da doença ativa. Quando maternos, tendem a decrescer nos 2 meses de vida.

 

 

Fonte: www.noticias.uol.com.br

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