PROIBIDO O USO ESTÉTICO DE CÂMARAS DE BRONZEAMENTO
A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. Um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos. O estudo da IARC indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade.
Já se sabia que raios ultravioletas (UV) são carcinogênicos, mas por que a proibição agora?
Os raios ultravioletas são divididos em UVA (comprimento de onda de 320 a 400nm), UVB (290 a 320nm) e UVC (100 a 290nm). Defendia-se que apenas o UVA não induzia carcinogênese e o bronzeamento artificial é feito apenas com raios UVA.
O UVB é o principal componente carcinogênico do sol que atinge a superfície da terra. No entanto, raios UVA atingem a camada basal da epiderme, enquanto que o UVB penetra menos.
Diversas hipóteses foram sugeridas e atualmente há diversos trabalhos mostrando que raios UVA são carcinogênicos e têm um potencial muito grande, já que afetam mais as células germinativas do que os raios UVB. Os produtos industriais de hoje focam principalmente na proteção contra o UVB. Com essas descobertas, começou uma grande mudança no âmbito de saúde pública.
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